Neste dia para todas as mães, não posso deixar de mandar um beijinho enorme para a nossa:)
Adoro-te Mamma Yo
domingo, 2 de maio de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Tremoços
Já que a Marta puxou o assunto dos tremoços (a propósito martinha, estou como tu, a comida sabe-me a outras coisas e agora os tremoços sabem-me sempre a.. Imperial!!) sou sempre gozada quando conto a história do tremoço, leiam e para a próxima não quero ser gozada!!!
"Muito mais que um simples snack. Ligeiramente salgados, não há quem lhes resista. Um aperitivo "humilde", mas rico em termos nutritivos.
Conta a lenda que quando a Sagrada Família se dirigia para o Egipto, para fugir à perseguição do rei Herodes, que queria matar Jesus, passou por um tremoçal cujos tremoços, ao serem pisados, teriam feito muito barulho e deixado pegadas, denunciando a fuga. Nessa altura, Nossa Senhora tê-los-á amaldiçoado, dizendo que nunca matariam a fome a ninguém.
A partir daí e durante séculos, esta pequena leguminosa da família Fabaceae (tal como as ervilhas e as favas) ficou mal vista; no entanto, os povos antigos reconheciam-lhes várias espécies, sendo a amarela a mais comum entre nós (Lupinus luteus). A origem do seu consumo estará provavelmente no Egipto, e há quem opine que foi introduzido na Mesopotâmia na época greco-romana e a partir daí terá sido transportado pelos Fenícios para todo o Mediterrâneo. Mas existem também referências ancestrais a esta leguminosa na América do Sul, onde era utilizada como alimento básico.
"Poço" de virtudes
Pelas suas características porteicas, foi um dos pilares alimentícios de todos os povos do Mediterrâneo. Já Hipócrates, o pai da Medicina, recomendava o seu consumo, há quase 2500 anos, para evitar problemas digestivos e prevenir doenças hepáticas.
Também Plínio, o Velho, provavelmente o naturalista mais importante da Antiguidade, defendia que não havia alimento mais saudável e fácil de digerir que o tremoço. Mais tarde, Frederico, o Grande, rei da Prússia, conhecedor das suas propriedades, mandou plantar na Alemanha numerosas terras com tremoceiros...
Por detrás de tantas virtudes está a enorme riqueza desta leguminosa: em cada 100 g de tremoço amarelo cozido encontram-se 37 g de proteínas, 211 mg de cálcio, 81 mg de fósforo, 7.5 mg de ferro, 25 g de fibras (a dose diária recomendada pela Organização Mundial de Saúde é de 30 g), e ácidos gordos insaturados (os famosos ómega 3 e 6). Contém ainda vitaminas do complexo B e E. Isto significa que os tremoços são tão ou mais nutritivos do que o leite ou a carne (embora, e tal como as outras leguminosas, não os substituam totalmente).
Execelentes para os ossos, são uma fonte proteica e de potássio boa, para além de contribuirem para um eficaz funcionamento do trânsito intestinal. Alguns estudos feitos na União Europeia comprovam, inclusive, a sua acção no controlo da taxa de açúcar no sangue e na diminuição dos níveis de colesterol sanguíneo.
Possuem ainda propriedades emolientes, diuréticas e cicatrizantes, estimulando a renovação das células, o que favorece a regeneração da pele. Esta terá sido a razão por que as suas sementes, moídas e misturadas com água, eram usadas na cicatrização das feridas provocadas pelas batalhas sangrentas da Antiguidade..."
E tu a beberes chá Marta!! Afinal a solução para o colesterol estava ali tão perto!!!
Ah..
Morro de saudades das nossas tardes..
"Muito mais que um simples snack. Ligeiramente salgados, não há quem lhes resista. Um aperitivo "humilde", mas rico em termos nutritivos.
Conta a lenda que quando a Sagrada Família se dirigia para o Egipto, para fugir à perseguição do rei Herodes, que queria matar Jesus, passou por um tremoçal cujos tremoços, ao serem pisados, teriam feito muito barulho e deixado pegadas, denunciando a fuga. Nessa altura, Nossa Senhora tê-los-á amaldiçoado, dizendo que nunca matariam a fome a ninguém.
A partir daí e durante séculos, esta pequena leguminosa da família Fabaceae (tal como as ervilhas e as favas) ficou mal vista; no entanto, os povos antigos reconheciam-lhes várias espécies, sendo a amarela a mais comum entre nós (Lupinus luteus). A origem do seu consumo estará provavelmente no Egipto, e há quem opine que foi introduzido na Mesopotâmia na época greco-romana e a partir daí terá sido transportado pelos Fenícios para todo o Mediterrâneo. Mas existem também referências ancestrais a esta leguminosa na América do Sul, onde era utilizada como alimento básico.
"Poço" de virtudes
Pelas suas características porteicas, foi um dos pilares alimentícios de todos os povos do Mediterrâneo. Já Hipócrates, o pai da Medicina, recomendava o seu consumo, há quase 2500 anos, para evitar problemas digestivos e prevenir doenças hepáticas.
Também Plínio, o Velho, provavelmente o naturalista mais importante da Antiguidade, defendia que não havia alimento mais saudável e fácil de digerir que o tremoço. Mais tarde, Frederico, o Grande, rei da Prússia, conhecedor das suas propriedades, mandou plantar na Alemanha numerosas terras com tremoceiros...
Por detrás de tantas virtudes está a enorme riqueza desta leguminosa: em cada 100 g de tremoço amarelo cozido encontram-se 37 g de proteínas, 211 mg de cálcio, 81 mg de fósforo, 7.5 mg de ferro, 25 g de fibras (a dose diária recomendada pela Organização Mundial de Saúde é de 30 g), e ácidos gordos insaturados (os famosos ómega 3 e 6). Contém ainda vitaminas do complexo B e E. Isto significa que os tremoços são tão ou mais nutritivos do que o leite ou a carne (embora, e tal como as outras leguminosas, não os substituam totalmente).
Execelentes para os ossos, são uma fonte proteica e de potássio boa, para além de contribuirem para um eficaz funcionamento do trânsito intestinal. Alguns estudos feitos na União Europeia comprovam, inclusive, a sua acção no controlo da taxa de açúcar no sangue e na diminuição dos níveis de colesterol sanguíneo.
Possuem ainda propriedades emolientes, diuréticas e cicatrizantes, estimulando a renovação das células, o que favorece a regeneração da pele. Esta terá sido a razão por que as suas sementes, moídas e misturadas com água, eram usadas na cicatrização das feridas provocadas pelas batalhas sangrentas da Antiguidade..."
E tu a beberes chá Marta!! Afinal a solução para o colesterol estava ali tão perto!!!
Ah..
Morro de saudades das nossas tardes..
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
retomando o blogue..
Minhas queridas,
Ha muito que ando para escrever no blogue, mas nunca sei por onde começar (talvez não seja a única).
Continuo a vir espreitar se alguem acrescentou novidades e em todas essas vezes penso: "pois, agora anda cada uma para seu lado.."
Por mais ao contrario que tenhamos estado, continuo a achar que isto foi criado porque queriamos um ponto de encontro a qualquer hora por mais longe umas das outras que estivessemos..
Tenho imensas saudades vossas e dos nossos momentos, ainda hoje quando fui às compras ao passar por uma prateleira com tremoços lembrei-me do ferrador e das nossas risadas!
Queria deixar-vos um beijinho de saudades..e tentar retomar este blogue, nem que seja por um bocadinho!
Ha muito que ando para escrever no blogue, mas nunca sei por onde começar (talvez não seja a única).
Continuo a vir espreitar se alguem acrescentou novidades e em todas essas vezes penso: "pois, agora anda cada uma para seu lado.."
Por mais ao contrario que tenhamos estado, continuo a achar que isto foi criado porque queriamos um ponto de encontro a qualquer hora por mais longe umas das outras que estivessemos..
Tenho imensas saudades vossas e dos nossos momentos, ainda hoje quando fui às compras ao passar por uma prateleira com tremoços lembrei-me do ferrador e das nossas risadas!
Queria deixar-vos um beijinho de saudades..e tentar retomar este blogue, nem que seja por um bocadinho!
domingo, 20 de setembro de 2009
Para o Bentley e para vocês
Querido Bentley (ou o aspirador peludo como te chamavamos)
Estejas lá onde estejas agora, pode ser que intercepte e-mails... Se existir o paraíso, espero que lá estejas, nesse paraíso só teu. Porque apesar de teres nome de carro de luxo e de vires de boas famílias inglesas (Pipas da Cruz Alta é o teu nome no registo) pouco ou nada tinhas de polite e de british. E por isso, se existir tal coisa, o teu também pouco terá a ver com um paraíso convencional, tenho a certeza que o teu não terá uma bela piscina azul mas um lago nojento e verde, de águas espessas e de preferência com porcarias a boiar para que tu possas abocanhar enquanto nadas. Nada de um longo campo relvado mas muitas poças lamacentas, nada de flores bonitas mas muitas cuecas sujas e meias rotas para esconderes nas bochechas enquanto finges com um ar despreocupado que não tens absolutamente nada na boca e para poderes claro, presentear os recém-chegados ao paraíso (espero que os teus amigos aí tenham menos vergonha do que nós tínhamos quando presenteavas os nossos amigos dessa maneira. Nada de sol brilhante mas muita chuva muidinha, daquela que me irritava de morte por causa do meu cabelo mas que a ti te punha todo farfalhudo e contente por de repente o ar todo ele se encher de água. Nada de pretos, ciganos, gatos e pombos todos a conviverem pacificamente no paraíso mas sim golden retrievers, só, porque é a única raça que gostas (os labradores lá vão escapando também) e bebés, muitos bebés, até gatos, que gostas de lamber como se fosses a mãe de todos. Cheio de papaias que devoravas inteiras e torradas estaladiças, que amuavas quando não partilhavamos contigo. Ah e no teu paraíso claro, quem faz as entregas são os senhores do Continente, pelos quais nos trocavas tão rapidamente que ficávamos sempre a questionar o teu amor por nós, tua família durante 13, exactamente 13, porque hoje fazias anos... (apesar de parecer que foi ontem que te trouxe dentro do meu kispo para casa, na altura nunca suspeitando a bizarma em que te ias transformar)
Não tens nada de cão exemplar ou de fiel, só mordeste aos teus donos e aos amigos, passavas sempre À bruta À frente de todas as crianças e senhoras, de preferência soltando uns puns pelo caminho e nunca, a não ser nos últimos dias que estavas doente foste à rua sem trela porque eras um perigo para ti e para os outros e nunca, pelo menos que eu me lembre, obedeceste à primeira a um : Bentley, vem cá! Das duas uma, ou a frase era mudada para um estratégico: Bentley, toma um biscoito; ou nos últimos anos, porque o biscoito já não colava, tínhamos de dar a mão À palmatória, admitir perante todos os que nos estivessem a ver que não te tínhamos dado o mínimo de educação, questionando as minhas capacidades de mãe educadora e sujeitando-nos à humilhação pública, tinhamos de te ir lá buscar e claro, fingias sempre que não era nada contigo mas ias olhando de lado, deixavas que chegássemos muito perto, até ao momento exacto em que te íamos agarrar, só para teres o prazer de correr aos saltinhos até um bocadinho mais longe.
Essa era talvez a tua capacidade mais bem desenvolvida, a mais treinada também: como tirar o seu dono do sério em 3 minutos. Quer fosse com o teu soninho de manhã, quando fazias de mula e não arredavas pé até resolveres ir mesmo já na altura em que se fôssmos contigo já íamos chegar atrasados, quer na tua rapidez em "guardar na boca" a segunda meia enquanto calçávamos a primeira, quer quando te sentavas em cima do livro que estavamos a ler, quando roubavas a sandes que tínhamos na mão, quando nos trincavas os dedos dos pés, quando pegavas no papel higiénico pela pontinha e corrias pela casa, quando escolhiaas os meus peluches preferidos para serem os teus preferidos também, quando limpavas depois de jantar os bigodes aos tapetes mais caros, quando espalhavas o teu jantar todo pela cozinha, quando roías os fios da tv cabo, as nossas meias e cuecas preferidas, os sofás, as cadeiras e os livros e os trabalhos. E por fim, tirar o seu dono do sério, lições para avançados, quando te batíamos e tu davas alegremente ao rabo, como se te estivessemos a esfregar com luvas de massagem aí sim, estavamos completamente humilhados e também invariavelmente felizes.
A casa sem ti está vazia agora, não tenho de fechar a porta para que tu não entres e roas tudo, mas também não tenho ninguém aos meus pés para me aquecer, nenhum pelo farfalhudo no qual chorar, sem me questionares porquê, ninguém a rebentar de alegria quando eu abro a porta, nem presentes para me dares (embora nunca os desses verdadeiramente porque fechavas as mandíbulas como se fosse o ultimo brinquedo do mundo) lá golden eras, mas retriever muito pouco... Não tenho a tua cara de foca para dar um beijinho de manhã e outro à noite, não tenho o teu ronco para adormecer nem ninguém para jogar futebol, ou para conversar quando estou sozinha...
Acho que te disse muito mais vezes que te odiava do que aquelas que te disse o quanto gostava de ti, mas nós eramos assim mesmo, eu a insultar-te, tu a deixares a marca dos teus dentes nas minhas mãos, mas os dois sabíamos o quanto gostávamos um do outro...
Vieste para esta casa preencher o vazio de outra pessoa e agora... Quem preenche o teu?
P.S. Querida Joja, confesso que nã tive ainda coragem de ler a tua mensagem porque sei o que me vai tocar, enquanto escrevi isto, pensei muito em ti e no que estas a passar, gosto muito de ti*
Estejas lá onde estejas agora, pode ser que intercepte e-mails... Se existir o paraíso, espero que lá estejas, nesse paraíso só teu. Porque apesar de teres nome de carro de luxo e de vires de boas famílias inglesas (Pipas da Cruz Alta é o teu nome no registo) pouco ou nada tinhas de polite e de british. E por isso, se existir tal coisa, o teu também pouco terá a ver com um paraíso convencional, tenho a certeza que o teu não terá uma bela piscina azul mas um lago nojento e verde, de águas espessas e de preferência com porcarias a boiar para que tu possas abocanhar enquanto nadas. Nada de um longo campo relvado mas muitas poças lamacentas, nada de flores bonitas mas muitas cuecas sujas e meias rotas para esconderes nas bochechas enquanto finges com um ar despreocupado que não tens absolutamente nada na boca e para poderes claro, presentear os recém-chegados ao paraíso (espero que os teus amigos aí tenham menos vergonha do que nós tínhamos quando presenteavas os nossos amigos dessa maneira. Nada de sol brilhante mas muita chuva muidinha, daquela que me irritava de morte por causa do meu cabelo mas que a ti te punha todo farfalhudo e contente por de repente o ar todo ele se encher de água. Nada de pretos, ciganos, gatos e pombos todos a conviverem pacificamente no paraíso mas sim golden retrievers, só, porque é a única raça que gostas (os labradores lá vão escapando também) e bebés, muitos bebés, até gatos, que gostas de lamber como se fosses a mãe de todos. Cheio de papaias que devoravas inteiras e torradas estaladiças, que amuavas quando não partilhavamos contigo. Ah e no teu paraíso claro, quem faz as entregas são os senhores do Continente, pelos quais nos trocavas tão rapidamente que ficávamos sempre a questionar o teu amor por nós, tua família durante 13, exactamente 13, porque hoje fazias anos... (apesar de parecer que foi ontem que te trouxe dentro do meu kispo para casa, na altura nunca suspeitando a bizarma em que te ias transformar)
Não tens nada de cão exemplar ou de fiel, só mordeste aos teus donos e aos amigos, passavas sempre À bruta À frente de todas as crianças e senhoras, de preferência soltando uns puns pelo caminho e nunca, a não ser nos últimos dias que estavas doente foste à rua sem trela porque eras um perigo para ti e para os outros e nunca, pelo menos que eu me lembre, obedeceste à primeira a um : Bentley, vem cá! Das duas uma, ou a frase era mudada para um estratégico: Bentley, toma um biscoito; ou nos últimos anos, porque o biscoito já não colava, tínhamos de dar a mão À palmatória, admitir perante todos os que nos estivessem a ver que não te tínhamos dado o mínimo de educação, questionando as minhas capacidades de mãe educadora e sujeitando-nos à humilhação pública, tinhamos de te ir lá buscar e claro, fingias sempre que não era nada contigo mas ias olhando de lado, deixavas que chegássemos muito perto, até ao momento exacto em que te íamos agarrar, só para teres o prazer de correr aos saltinhos até um bocadinho mais longe.
Essa era talvez a tua capacidade mais bem desenvolvida, a mais treinada também: como tirar o seu dono do sério em 3 minutos. Quer fosse com o teu soninho de manhã, quando fazias de mula e não arredavas pé até resolveres ir mesmo já na altura em que se fôssmos contigo já íamos chegar atrasados, quer na tua rapidez em "guardar na boca" a segunda meia enquanto calçávamos a primeira, quer quando te sentavas em cima do livro que estavamos a ler, quando roubavas a sandes que tínhamos na mão, quando nos trincavas os dedos dos pés, quando pegavas no papel higiénico pela pontinha e corrias pela casa, quando escolhiaas os meus peluches preferidos para serem os teus preferidos também, quando limpavas depois de jantar os bigodes aos tapetes mais caros, quando espalhavas o teu jantar todo pela cozinha, quando roías os fios da tv cabo, as nossas meias e cuecas preferidas, os sofás, as cadeiras e os livros e os trabalhos. E por fim, tirar o seu dono do sério, lições para avançados, quando te batíamos e tu davas alegremente ao rabo, como se te estivessemos a esfregar com luvas de massagem aí sim, estavamos completamente humilhados e também invariavelmente felizes.
A casa sem ti está vazia agora, não tenho de fechar a porta para que tu não entres e roas tudo, mas também não tenho ninguém aos meus pés para me aquecer, nenhum pelo farfalhudo no qual chorar, sem me questionares porquê, ninguém a rebentar de alegria quando eu abro a porta, nem presentes para me dares (embora nunca os desses verdadeiramente porque fechavas as mandíbulas como se fosse o ultimo brinquedo do mundo) lá golden eras, mas retriever muito pouco... Não tenho a tua cara de foca para dar um beijinho de manhã e outro à noite, não tenho o teu ronco para adormecer nem ninguém para jogar futebol, ou para conversar quando estou sozinha...
Acho que te disse muito mais vezes que te odiava do que aquelas que te disse o quanto gostava de ti, mas nós eramos assim mesmo, eu a insultar-te, tu a deixares a marca dos teus dentes nas minhas mãos, mas os dois sabíamos o quanto gostávamos um do outro...
Vieste para esta casa preencher o vazio de outra pessoa e agora... Quem preenche o teu?
P.S. Querida Joja, confesso que nã tive ainda coragem de ler a tua mensagem porque sei o que me vai tocar, enquanto escrevi isto, pensei muito em ti e no que estas a passar, gosto muito de ti*
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Passos sem rede
Li isto num blogue, de uma das raparigas que vais fazer missão este ano.
Acho que é muito apropriado para algumas de nós. AO CONTRARIO de quem tem cabeças simples e prefere não pensar muito nas coisas, nós teimamos às vezes em torturar-nos com dúvidas e questões para as quais sabemos que nunca vamos encontrar respostas. Não será esse um dos segredos da felicidade? Não será preciso equilibrar esta mania incansável de estar sempre a pensar tudo até ao último pormenor? Já falava o Fernanado Pessoa sobre a dor de pensar...
"Que medo nos persegue tão violentamente, obrigando-nos a exigir de tudo uma certeza?
Há certezas que nunca chegarão, simplesmente porque não tivemos a coragem ou a inocência de arriscar. No pensamento, equacionamos tantas possibilidades e impossibilidades, dúvidas e probabilidades, acertos e falhas, que aí esbanjamos os dias, as noites e o tempo, enredados em questões de que não chegamos a sair...
E o momento passa. Passam os dias, as noites e o tempo. Vai passando a vida toda e não sabemos.
Esquecemo-nos de ouvir o coração. Perdemos a fé no que sentimos. Não arriscamos a seguir pura e simplesmente a voz do amor e perdemos dia após dia o paraíso. E, no entanto, seria tão mais simples se não nos esquecêssemos nunca que no peito de cada ser há um coração pulsante. Seria tão mais simples se o primeiro gesto da manhã fosse o colocar a mão sobre o coração para o sentir vivo. Por que não seguir a voz do coração sem perguntar porquê, sem duvidar? Não será preciso, por vezes, abdicar desta vontade medrosa de querer saber o porquê de todas as coisas, de ter a certeza de tudo, de estar sempre na posse absoluta de certezas inabaláveis?
Por uma vez, não seremos capazes de dar um passo sem rede e sem seguro?
Por uma vez, sem questionar, sem querer saber porquê nem que riscos corremos, ouçamos o coração, deixemos que nos leve... Sem esbanjar os dias, as noites e o tempo."
Acho que é muito apropriado para algumas de nós. AO CONTRARIO de quem tem cabeças simples e prefere não pensar muito nas coisas, nós teimamos às vezes em torturar-nos com dúvidas e questões para as quais sabemos que nunca vamos encontrar respostas. Não será esse um dos segredos da felicidade? Não será preciso equilibrar esta mania incansável de estar sempre a pensar tudo até ao último pormenor? Já falava o Fernanado Pessoa sobre a dor de pensar...
"Que medo nos persegue tão violentamente, obrigando-nos a exigir de tudo uma certeza?
Há certezas que nunca chegarão, simplesmente porque não tivemos a coragem ou a inocência de arriscar. No pensamento, equacionamos tantas possibilidades e impossibilidades, dúvidas e probabilidades, acertos e falhas, que aí esbanjamos os dias, as noites e o tempo, enredados em questões de que não chegamos a sair...
E o momento passa. Passam os dias, as noites e o tempo. Vai passando a vida toda e não sabemos.
Esquecemo-nos de ouvir o coração. Perdemos a fé no que sentimos. Não arriscamos a seguir pura e simplesmente a voz do amor e perdemos dia após dia o paraíso. E, no entanto, seria tão mais simples se não nos esquecêssemos nunca que no peito de cada ser há um coração pulsante. Seria tão mais simples se o primeiro gesto da manhã fosse o colocar a mão sobre o coração para o sentir vivo. Por que não seguir a voz do coração sem perguntar porquê, sem duvidar? Não será preciso, por vezes, abdicar desta vontade medrosa de querer saber o porquê de todas as coisas, de ter a certeza de tudo, de estar sempre na posse absoluta de certezas inabaláveis?
Por uma vez, não seremos capazes de dar um passo sem rede e sem seguro?
Por uma vez, sem questionar, sem querer saber porquê nem que riscos corremos, ouçamos o coração, deixemos que nos leve... Sem esbanjar os dias, as noites e o tempo."
sexta-feira, 3 de julho de 2009
NONOCAS
domingo, 14 de junho de 2009
Viva o Santo António
AAAH não tinha saudades nenhumas de acordar e sentir tudo a andar á roda, um berbequim na carola e uma vontade de vomitar até a pouca água que bebo só para engolir os benurons!
Mas sabem do que eu tinha saudades? De frango assado, de música pimba, de arraiais, de vocês, de pisadelas nos pés, de gente aos gritos, de cervejolas (e quanta cervejola havia naquele frigorífico), das nossas histórias, de nos rirmos com elas e as outras pessoas também, do verão, de Lisboa à noite, nas noites quentes com as minhas amigas e saudades de estarmos todas assim. E só para que fique registado, estavam todas lindas, realmente o Verão só traz coisas boas:)
Quanto a dividir casa, eu bem que queria sair daqui, mas está difícil... Para quem ainda não sabia, o concurso da TAP foi cancelado, não vou ser rica, nem vou viajar, enfim, mas por enquanto está complicada a luta pela independência!!
Viva o santo António
Viva o São João
Viva o 10 de Junho e a Restauração
Viva até São Bento se nos arranjar
Muitos feriados para festejar!!!
Mas sabem do que eu tinha saudades? De frango assado, de música pimba, de arraiais, de vocês, de pisadelas nos pés, de gente aos gritos, de cervejolas (e quanta cervejola havia naquele frigorífico), das nossas histórias, de nos rirmos com elas e as outras pessoas também, do verão, de Lisboa à noite, nas noites quentes com as minhas amigas e saudades de estarmos todas assim. E só para que fique registado, estavam todas lindas, realmente o Verão só traz coisas boas:)
Quanto a dividir casa, eu bem que queria sair daqui, mas está difícil... Para quem ainda não sabia, o concurso da TAP foi cancelado, não vou ser rica, nem vou viajar, enfim, mas por enquanto está complicada a luta pela independência!!
Viva o santo António
Viva o São João
Viva o 10 de Junho e a Restauração
Viva até São Bento se nos arranjar
Muitos feriados para festejar!!!
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