segunda-feira, 25 de maio de 2009

O estigma

Ontem fui imprimir uma data de coisas para a festa de Bodas de Prata dos meus pais. Lá chego eu à gráfica, de pen e uma resma de papel lilás na mão, para imprimir ementas, listas de convidados e marcadores com os nomes das mesas. Que uma pessoa esteja habituada a ouvir piropos é uma coisa, agora que tenha de ouvir um "não me diga que se vai casar, sabe o que é que vai fazer?"... Fiquei a olhar para ele com cara de parva. Primeiro por causa do descaramento, depois porque levei uma chapada da realidade, as pessoas olham para mim e acham que já tenho idade para me casar (está bem que eu quando era pequenina dizia que me queria casar aos 23, mas uma pessoa não tem bem noçã da realidade nessa altura né?). Isto depois de um jantar com amigos do colégio em que uma já tem uma criança, a outra vai-se casar em outubro e ouro sobre azul, o meu ex-namorado arranjou uma namorada com a idade da minha irmã que ainda nem pode beber álcool em alguns países. Enfim, começo a sentir o peso à minha volta.

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