quarta-feira, 4 de março de 2009



De a uns anos para cá comecei a questionar-me se alguma vez chegaríamos a conhecer, verdadeiramente, alguém. Prontamente, e talvez da forma mais cruel, obtive as minhas respostas e a partir daí comecei a delinear o que hoje chamo a "Teoria do Player". Esta teoria consiste, simples e especificamente, no facto de um homem e uma mulher só e unicamente se conhecerem, ou melhor, mostrarem, como são depois de terminarem qualquer tipo de relação que tenham mantido até então.

Parece ridículo, mas acreditem, não é!

Conhecemos alguém, por quem nos interessamos e nos apaixonamos, partilhamos tudo com ele… a nossa vida, sentimentos, lugares e amigos, sempre que algo acontece, é em quem primeiro pensamos e telefonamos. Acreditamos existir compreensão, entendimento, cumplicidade… até que a certeza de ser o homem da nossa vida se instala e começamos a fazer planos (mesmo que não seja da nossa natureza fazê-los), até porque nunca ninguém nos entendeu e aceitou como ele, tal como também nunca ninguém deu-se a nós daquela forma. De um momento para o outro tudo termina, por mensagem, por mail, por carta ou simplesmente desaparecem covardemente. Ficamos sem entender porquê e a questionarmo-nos se a culpa terá sido nossa; se foi algo que fizemos ou dissemos. Tudo se torna, então, “ilusão de sentimentos” e um terrível engano.
Comecei por me questionar “porquê só conhecemos uma pessoa depois de terminarmos um relacionamento (namoro e afins) com ela?”; “porquê é que as pessoas se cobrem de capas e artimanhas?”; “será que o seu verdadeiro “eu” é assim tão feio que até os próprios abominam?” … Sinceramente? Bullshit!

Para mim, estas pessoas são uns Players… nunca tinha ouvido este termo até uma amiga o pronunciar e achei que se encaixava na perfeição na minha teoria. Estas pessoas são interessantes (à primeira vista), envolvem-nos, encantam, cativam e enganam. São aquelas pessoas que mostram ser uma coisa e na verdade são o oposto; juram nunca mentir-nos, o que por si só já constitui uma mentira. Na maioria das vezes terminam connosco porque precisam de um tempo para se encontrarem, mas também não são capazes de abrir mão de nós e fazem 30 por uma linha para de algum modo nos manter aprisionadas a eles…mandam mensagens a dizer que sentem a nossa falta, que pensam em nós e chegam ao descaramento de pronunciar a palavra amor; cartas, músicas e poemas, tudo o que seja necessários para não nos deixarem partir e seguir em frente.

Aprendi a muitos solavancos e tropeços, que só conhecemos alguém depois de terminarmos com ela, pois tudo aquilo que sempre nos juraram torna-se, ao fim de contas, somente em palavras… frases feitas que leva o vento. Claro que isto só é possível ao fim de algum tempo, pois até então a ilusão de que tudo volte a ser o que era se instala e nos deixamos levar… até que um dia abrimos os olhos ou temos aquela amiga que sem papas na língua nos diz “acorda miúda, a vida está a passar por ti” e então o que a muito era evidente torna-se tão claro e então instala-se a lucidez que os momentos de dor trazem posteriormente. Olhamos para eles e então, agora com a distância necessária, vemo-los como realmente são. E mesmo depois de muitos e bons momentos juntos, questionamos-nos como estivemos tanto tempo com aquela pessoa, pois na verdade… não a conhecemos.

1 comentário:

  1. Porque as pessoas revelam o seu eu é em discussões, brigas e zangas..é aí que as cortinas se vao abaixo e sem perceberem como se revelaram aquilo q sempre tentaram esconder...Enfim..odeio homens e continuo à espera dos marcianos lol se alguem lr este blogue vai pensar que sou uma frustrada encalhada mas juro que não é o caso!!!

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